Como uma coleta de dados ineficiente pode influenciar as eleições no Brasil

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Recentemente, o escândalo envolvendo a empresa Cambridge Analytica e como ela fazia a análise de dados dos usuários do Facebook suscitou discussões no mundo inteiro: é mesmo possível ganhar uma eleição a partir dos dados das pessoas?

Em um mundo cada vez mais conectado – e com uma visão muito clara sobre o alcance do que hoje chamamos de “big data” –, a resposta é: sim. Assim como um bom estudo de dados pode desencadear diversas consequências (positivas e negativas) em um processo eleitoral, uma coleta de dados ineficiente também pode influenciar o jogo político.

Mas como funciona isso?

A conclusão relativamente simples desse pensamento é que a coleta de dados é uma das fases mais importantes da pesquisa, já que é ela que proverá os comitês de campanha com as preferências do eleitorado.

Quando essa coleta não é bem feita, de maneira online ou off-line, nas ruas da cidade, os comitês passam a trabalhar com premissas irreais, que não surtirão efeito algum na população.

Eleições são decididas nas urnas, em um único dia, mas isso não quer dizer que o voto dure apenas o momento de apertar os botões. Vários outros fatores influenciam as eleições, sejam eles a situação econômica, ideias sobre o meio político ou a reputação dos candidatos.

Tudo isso vai causar efeitos na população – que, mesmo que seja difícil de acreditar, ainda se apoia muito na opinião da maioria para lançar mão de suas próprias escolhas.

As consequências da coleta ineficiente de dados durante o período eleitoral

O escândalo da Cambridge Analytica ganhou corpo, e levou até o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, a passar por uma sabatina no Senado americano, por seu sucesso: está em andamento a investigação sobre se o vazamento de dados da rede social tenha influenciado na eleição do presidente Donald Trump.

Zuckerberg já pediu desculpas ao povo americano, que julgou não ter sido ética a forma com que essa coleta de dados foi conduzida ou avaliada. Contudo, devemos notar que, nesse caso, a coleta de dados – sem entrar no mérito de sua (falta de) responsabilidade – foi eficiente, caso tenha se proposto a utilizar esses dados em prol da candidatura do republicano. Afinal, ele foi eleito.

No Brasil, uma coleta de dados ineficiente pode causar um efeito devastador nas eleições, como o de não dar a voz correta ao candidato que tem mais chances de vencer por seu próprio plano de governo.

Não entender quem é o eleitorado e o que ele anseia de um político pode não só enfraquecer uma boa candidatura política como, também, fortalecer outra que, por sua vez, não tem muito de novo a oferecer, além de surfar no vácuo que deixam aqueles que não conseguem conduzir uma pesquisa de campo.

Afinal, o comitê faz a pesquisa eleitoral, divulga alguns dados, não os analisa friamente e pode acabar, com isso, dando munição a outros candidatos que não fizeram esse tipo de investimento em suas campanhas.

Para o cenário de presidência da república é difícil pensar nesse tipo de variação. Portanto, pense em cenários mais enxutos, como o de deputado estadual: se o candidato não sabe o que a população da sua cidade quer, como pensa, onde consome informações e quais são as chances de votar em seu plano de governo, como vai conduzir a campanha sem saber suas reais chances de vencer?

Ou, se estiver muito longe de ser conhecido pelo seu eleitorado, como entenderá as vias mais interessantes de discurso para chegar até ele com poder de convencimento?

Em suma, a coleta de dados é a parte mais importante da campanha porque é ela que, feita de forma eficiente, será capaz de demonstrar quais são os anseios, os medos e a euforia do povo sobre determinado plano de governo ou candidato. A coleta de dados é a base para todas as linhas do discurso eleitoral e, com certeza, se torna uma fiel aliada em contextos mais compactos, como as eleições de vereadores, deputados ou prefeitos.

Se você quer fazer com que seu candidato tenha chances reais de vencer a disputa eleitoral, pense muito bem na forma com que vai conduzir a coleta de dados. E, se ainda não souber nem como fazer isso, pode contar com a gente – e nosso software intuitivo e especializado nessa finalidade – durante o processo.